segunda-feira, 21 de julho de 2008

A ver o mar

O amanhã não existe. O amanhã é o dia em que há sempre tempo. O agora é repentino e nunca há tempo. Pomos as vontades do hoje no dia de amanhã. Esquecemo-nos que o amanhã pode não surgir. 

Somos uma vastidão imensa, uma extensão infinita de azuis por entre o horizonte.
Somos o serpenteado do oceano, meigo ou feroz. Deslizamos pela areia sem certezas para onde vamos e de onde viemos. Deixamos as nossas pegadas no mundo, mas a verdade é que serão apagadas.
Se falarmos ouve-se apenas um suave murmúrio por entre o compasso das ondas. Não podemos combater essa imensidão eterna. Podemos apenas ser nela embalados.


Mariana Costa

P.S - Este ano aqui estão os parabéns no dia certo: parabéns love. 17, de muitos. Love you


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