quinta-feira, 3 de julho de 2008

Amanhã ao acordar

Hoje ainda não te vi. Mas nem por isso os relógios pararam ou o dia deixou de nascer.
O dia está lindo. A frieza está ausente. Mistura-se a tristeza suavemente com o aroma da manhã. 
E é surpreendida que, nesta manhã, descubro que realmente ainda te procuro.

Talvez dias não cheguem, meses muito menos, mas porque não anos? Anos, sim, sem te ver.

Era este o meu desejo: não te ver mais durante anos, só para ter certezas de que tinhas sido apenas alguém com que me cruzara um dia.

Será que amanhã é isto que quero?


Mariana Costa


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