Hoje, olho-me ao espelho e vejos como os anos passaram. E em mim reflectem-se agora, as vezes que sorri, as vezes que chorei, as vezes que fiquei surpreendida, as vezes que nada disse e me mantive em silêncio. Cada vez diferente, cada uma delineou em mim uma linha própria formando a minha História. A minha Vida. Apercebi-me que estou diferente, que não sou a mesma e que ainda estou a crescer. No fundo, crescemos a vida toda. E o tempo não pára. Não o podemos suspender e ficarmos iguais o resto da vida. Temos de o aceitar como parte evolutiva do nosso ser, abraçá-lo e aproveitá-lo.
Hoje, começou um novo ciclo.
Ontem, fiz 18 anos. E o que significa isso? Significa que já posso participar activamente na nossa sociedade, quer dizer que aos olhos do mundo já não sou uma criança e que legalmente passei a ser adulta. É um grande passo, muito grande. 18 anos só se faz uma vez na vida. É bom chegar a esta idade e ter memórias maravilhosas, e estar rodeada da melhores pessoas do mundo. Porque não há nada que ultrapasse uma tentativa de me surpreender (com a melhor das intenções) que eu adorei, apesar de não ter resultado. Não há nada melhor que ter duas pessoas a cantar os parabéns baixinho no metro. Não há nada superior a uma noite desorganizada, com boas conversas e gargalhadas. Mas o melhor é quando se pensa que tudo acabou, só que no fundo a surpresa ainda está para vir. Não há nada melhor que ter quem amamos a lutar por nós, sem desistir para nos ver sorrir.

