quarta-feira, 27 de junho de 2007

Saudades


Hoje lembrei-me daqueles momentos em que me abraçavas e dizias que eu era o mais importante da tua vida. Dizias que me amavas e que eu era a razão do teu mundo.

Aí, a minha capa caía e a pessoa forte e insensível desaparecia, transparecendo a criança desprotegida e comovida. É difícil alguém pôr-me nessa situação. Só tu conseguias e obrigada por o teres feito. Cresci com isso e aprendi a controlar as minha metamorfoses. 
Sinto a tua falta. Mais do que alguma vez sentirei de outra pessoa. Independentemente da tua difícil personalidade falavamos de tudo sem pudor nem medo. Nunca me julgaste por aquilo que fazia ou que dizia, apenas ficavas magoada comigo. Naquela altura fui demasiado orgulhosa para te pedir desculpas, mas agora penso no que podia ter feito e no que te fiz sofrer.
Por todo o tempo em que pensei que as conversas eram uma estupidez e que não iam servir de nada na minha vida, desculpa-me.
Não sou nada sem ti.
A única coisa que quero neste momento é que me abraçes e digas que vai ficar tudo bem.


Mariana Costa

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