quinta-feira, 25 de junho de 2009

À luz das velas...

Após semanas a dedicar a minha vida aos livros e de finalmente tudo ter acabado (apesar de ainda faltar ver as notas) a única coisa que eu queria era descansar. Paz, sossego e matar saudades da liberdade perdida e de momentos deixados em stand-by.
O último objectivo está quase cumprido e esperava eu que os primeiros não fossem dificeis de completar. Quem me manda a mim pensar?
Para além de não ter bateria no telemovel, o que não me permite comunicar com o resto do mundo, e de ter vindo à procura do carregador que depois vim a descobrir que afinal não está onde era suposto e que deve ter sido a empregada que mudou de sítio, passei a noite à luz das velas. Literalmente. Numa moradia antiga, sem electricidade. Pensei eu que fosse um problema da casa, visto que já tem mais de 40 anos, mas não! Depois de 2 horas à espera dos senhores da EDP que confirmaram a minha teoria, ou seja, uma vez que a casa já não vai para nova a construção não é propriamente moderna, a caixa da electricidade esta na casa pegada a nossa e não vive lá ninguém. Ora os senhores da EDP não podem andar a invadir propriedade privada como é obvio! A solução encontrada: esperar até ao dia seguinte. Bom, entretanto já eram umas dez da noite e o frigorifico cheio de comida a estragar-se! Valeu-nos o senhor do café que muito simpáctico foi e nos deixou por algumas coisas na sua arca congeladora e o gelo que conservou alguns alimentos.
Mas isto não termina aqui. Pensava eu! Entretanto a EDP liga a dizer que vêm cá outros senhores para fazer uma solução provisória! Lá vieram e muito eficientes eram porque descobriram, horas mais tarde, que o problema foi.... Os vizinhos do lado não pagaram a conta e como esta tudo ligado, quando a EDP lhes cortou a energia electrica, como diz a minha irmã, lá se foi a nossa também! Nunca isto me tinha passado pela cabeça.
A que horas saíram os senhores daqui? Muito, muito tarde e só depois de terem puxado todos os cabos possiveis e imaginários para nos darem luz.

É nestas alturas em que ter uma ligação na EDP não fazia mal a ninguém, mas depois de ver "State of Play" essa ideia saiu logo da minha cabeça. (Já agora aconselho vivamente este filme.)

A minha noite de paz e sossego? Ficou para outra altura.
E repito: quem me manda a mim pensar?

terça-feira, 16 de junho de 2009

One to go!

Um está feito! Fazer não custa, custa sim ver as notas no fim.


Next please...

quarta-feira, 10 de junho de 2009

E depois da tempestade...

... não, não vem a bonança. Ainda não. O pior ainda está para vir.
Refugiei-me para não me distrair, para encontrar o silêncio por entre as sombras do jardim e e os cheiros das flores. Para me me esconder dentro dos livros, que têm de mergulhar na minha cabeça, para poder espalhar pela casa todos os papeis e cadernos sem me preocupar se alguém os vai mudar de sítio.
Vim para poder descansar e trabalhar ao mesmo tempo. Não consigo estar fechada o dia todo como o meu professor de português aconselha a fazer. O "encarceramento" é para quem não fez nada o ano inteiro, para quem não trabalhou quando podia. A mim resta-me rever e praticar.
Além de que sou e sempre fui apologista de que sem descanço não há trabalho.
Fim do dia. Estudei de manhã e depois do almoço. São seis da tarde e o sol ainda está alto. O que fazer? Aproveitar as três horas de luz na areia e talvez no mar. Se o tempo não ajudar nem preciso de sair do carro. Chega-me a brisa marítima a que eu chamo de "cheiro a Guincho" para recuperar as forças perdidas. E concluo: quem trabalha tem descanso merecido.