domingo, 27 de janeiro de 2008

Amizade

De mais ninguém, senão de ti, preciso:
Do teu sereno olhar, do teu sorriso,
Da tua mão pousada no meu ombro.
Ouvir-te murmurar: “Espera e confia!”
E sentir converter-se em harmonia,
O que era, dantes, confusão e assombro.



Carlos Queirós (poeta português, 1907-1949)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Papel

Somos como somos, com mais um ponto de exclamação ou sem umas reticências.

Somos uma página em branco pronta a ser preenchida. Não a podemos dobrar e fechar de maneira a que ninguém a consiga espreitar. Temos de a publicar, e deixar que ela se mostre ao mundo. Vai estar repleta de frases, linhas que nos definem, porque quem escreve nesse espaço somos nós, dependendo do que vivemos, vimos e sentimos. 

Somos um Nada no ínicio. Pensamos que somos Tudo no fim. Mas no fundo, não sabemos quem somos, sabemos apenas que podemos cobrir muitas páginas com a nossa caligrafia.



Mariana Costa

sábado, 12 de janeiro de 2008

Pinceladas





















Frio, frio vento que cortas a minha respiração e os restos da minha alma.
Trespassas a minha pele e tocas no meu coração, desenhando como um lápis agreste que me arranha e fere.

Suave, suave sol que me preenches e arrancas o mal que me assombra. Desaparecem os traços do vento e surgem os teus pincéis e as tintas cor de sonho. Sinto o toque dos teus raios na minha cara e os meus olhos abrem-se. 

O gelo derreteu-se e a cor desliza à minha frente. Deste-me harmonia, pincelaste o meu destino.



 Mariana Costa



quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Paris.

Após uma passagem de ano extraordinária na companhia de pessoas sem descrição, nada melhor do que iniciar o ano noutro lugar.


Paris, onde as ruas são mágicas, onde a cultura está instalada, onde a grandiosidade ecoa.
É vida, arte e luz. Tudo é grande e sumptuoso. Tudo é tocado por uma luz que nos envolve e nos cativa. O sol cai a lua cresce e o tudo e o nada tomam proporções diferentes quando sentem a luz da noite, levando a cidade a resplandecer cada vez mais. 

É em Paris que a cultura existe, que a beleza está implementada, que há museus por todo o lado, que há livrarias em todas as ruas, que há jardins em cada espaço livre, que há lojas em todas as portas, que há pessoas a vender quadros, postais, livros em cada canto possível.
Resumindo e concluindo, Paris é indescritível. Uma grande cidade repleta de mistérios e enigmas a desvendar.

Paris. 

What else?



Mariana Costa

p.s - imagens serão colocadas aqui logo que possível