domingo, 25 de novembro de 2007

Saber ?

Os nossos sentidos põe-nos em contacto com o Mundo. Com o que nos rodeia, dando-nos pistas para pensarmos no que acontece, no que pode acontecer e no que não aconteceu.
É esta relação de inter-ajuda entre os nossos sentidos e a nossa inteligência que nos vai posicionar no universo.
E aí somos assombrados por dúvidas, questões, pesadelos, sonhos, realidades e surrealismos.
Conseguiremos nós ultrapassa-los? Conseguiremos nós saber se fugirmos ou ficamos e enfrentamos? Conseguiremos abraçar os nossos valores, distinguirmos o bem e mal e percorrer a luz que nos ilumina?
Sermos capazes de subir a escada de caracol da Vida, sem tropeçar? Não. Isso não. Teremos sempre obstáculos, estaremos sempre de saltos altos e desprotegidos.
Somos humanos, somos sensíveis e rudes, e muitos de nós estão convencidos de que sabem tudo.

Mas no fundo, o que é o saber?
O saber é infinito, não se sabe onde acaba, nem sabemos se acaba. Só há uma realidade. A forma como cada um de nós capta a realidade é diferente. Agarramos a realidade através do que somos, do nosso todo. E o todo não é só o pensamento, o racional, é isso e os afectos.
Temos de desencadear afectos e motivações para pôr a razão a funcionar. Para racicionar. Não  somos máquinas e tudo o que realizamos está envolvido num papel repleto de sentimentos.
Outra noção que devemos ter é que quanto mais aumentamos o saber, descobrimos que há mais por desvendar. É como uma sucessão de caixinhas fechadas à chave e que se entreabrem à medida que vamos avançando no conhecimento.
Basta lermos um poema de Fernando Pessoa para a nossa alma ficar preenchida e avançarmos na escadaria da Vida, basta olharmos um quadro e sentirmos a cor a trespassarmos à medida em que queremos mais e mais, basta estudar uma matéria de que gostamos para querermos virar a página e continuar a ler e a sublinhar, basta ouvirmos uma conversa filosófica para mantermos a nossa mente activa e receptiva, basta querer e acreditar.
Basta construirmos uma esperança e adicionando um tijolo todos os dias a uma fé incondicional a qualquer coisa na qual não depositámos a mínima confiança. 
É apenas necessário projectarmo-nos para o horizonte, projectarmo-nos no ecrã da Vida, no palco do Futuro.
E não deixar que as oportunidades passem por nós como uma rajada de vento sem importância, é absolutamente essencial corrermos atrás delas, tal e qual como uma chita, sem medos e desconfianças, confiando em nós próprios e na Vida. 

Porque quando sorrimos para a Vida, ela sorri para nós.


Mariana Costa

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Arriscar, Viver.

"E se ?"

Uma pergunta constante que devia ser inconstante.
Deviamos aproveitar mais enquanto podemos. Nunca sabemos o que vai acontecerno futuro, tendo em conta a velocidade alucinante a que a vida nos trespassa.
O que é bom em Viver é experimentar. Experimentar aquela roupa de que gostamos, mesmo que não a possamos comprar; comer aquela comida que nos olha como se estivesse mesmo a pedir "Come-me!"; aquela bebida com uma cor estranhíssima; aquele bar novo que abriu; aqueles brincos que a tua melhor amiga odiou, mas que tu adoraste; aquele livro de que ninguém gostou (talvez tu gostes!), aquele perfume que está sózinho e abandonado na prateleira da loja...

Porque não experimentamos? Porque não tentamos? Porque não fazemos?

Imagina o sentimento de pensar que o mundo vai acabar amanhã e saber que podias ter feito muito mais, saber que não disseste àquela pessoa que a amavas, que não chegaste ao pé dos teus amigos que já não vias há uma eternidade e não lhes deste um abraço estrangulador e disseste "Que saudades!!", que não olhaste para trás quando achavas que tinhas de o fazer, saber que podias ter dançado mais 20 minutos e não o fizeste por preguiça, que podias ter cantado aquela música aos ALTOS BERROS no meio da rua, que podias ter "abanado o capacete" em plena av. de roma e sentires-te como uma louca. 
A Loucura pura faz parte do arriscar, de viver ao máximo, sem medos, sem arrependimentos.
A Loucura é essencial e sem ela não conseguimos ser realmente felizes.

Só desta forma é que conseguimos captar a efemeridade da vida, o seu ponto fulcral, sem deixar que nos escape nem um segundo.

Arrisca, vive ao som do vento, sorri e solta uma gargalhada.


Mariana Costa

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Simplicidade

Todos procuramos uma vida ornamentada, cheia de cor e decorada com todas as coisas. 
Mas pensei: porque não damos nós tanta importância à simplicidade?
Talvez porque vivemos numa sociedade materialista. Talvez porque tenhamos a ideia de que a ostentação nos faz felizes. Talvez porque estamos tão absorvidos com tudo o que nos rodeia, que nem paramos para pensar. Eu parei. Parei e cheguei à conclusão que esse luxo, essa vida material que levamos não nos serve para nada. 

Devíamos conseguir contentar-nos com um pequeno passeio, uma pequena paisagem, uma pequena música, um pequeno livro, uma pequena noite, uma pequena tarde, um simples pôr-do-sol, uma simples chuva, uma simples vida. Uma vida não tão simples assim, porque no fundo ela parte de nós, do nosso interior, sendo o que cada um faz dela. 

Não interessa o que temos. Interessa o que somos. E acima de tudo, interessa conseguirmos alcançar o que é raro e mais importante: a felicidade pura. 


" Le bonheur, souvent, se construit au détriment de quelqu'un, et ce n'est plus le bonheur. Le vrai bonheur est de mettre son bonheur dans le bonheur d'un autre. "
Jacques de Bourbon Busset



Mariana Costa

domingo, 4 de novembro de 2007

Medo


Fui ver um filme fantástico na semana passada: "The Brave One".
A verdade é que me fez pensar. 
Deve ser horrivel vivermos aterrorizados. Termos medo de pormos um pé fora de nossa casa, de darmos um passeio pela rua, de irmos passear o cão, de atravessarmos a rua. De viver. Vivermos numa cidade onde nascemos, crescemos e que conhecemos como a palma das nossas mãos e ter medo dela. Sentirmos que nos desvanecemos com cada sombra dela, com cada som, com cada cheiro. É como se a nossa alma fosse perfurada e nos tornassemos numa pessoa completamente diferente. Uma pessoa amarga, insegura mas forte, capaz de ultrapassar qualquer obstáculo, de modo a sobreviver.
Este filme mostra-nos isso, mas essencialmente deixa-nos ver o medo que temos de ter de outras pessoas. Que existem pessoas no mundo capazes das maiores atrocidades possíveis e temos de nos proteger de qualquer modo. 
É petrificante o facto de termos medo de humanos, de seres como nós, iguais a nós. 
E temos mesmo de ter medo e sentirmos que podemos morrer a qualquer momento, porque é a realidade, nua e crua.

Mariana Costa

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Answer

As músicas que dão agora no blog, são nossas, dos siameses. 

Descobri a 1ª e amei. É a nossa cara. E a letra diz assim:

I will be the answer
At the end of the line
I will there for you
While you take the time
In the burning of uncertainty
I will be your solid ground
I will hold the balance
If you get knocked down

If it takes my whole life
I won't break, I won't bend
It will all be worth it
Worth it in the end
'Cause I can only tell you what I know
That I need you in my life
And when the stars have all gone out
You'll still be burning so bright

Cast me gently
Into morning
For the night has been unkind
Take me to a
A place so holy
That I can wash this from my mind
The memory of choosing not to fight

If it takes my whole life
I won't break, I won't bend
It will all be worth it
Worth it in the end
'Cause I can only tell you what I know
That I need you in my life
And when the stars have all burned out
You'll still be burning so bright

Cast me gently
Into morning

Isto diz tudo. 
Somos a resposta, a luz, o apoio uns dos outros, e vamos estar sempre aqui a vida inteira.

So tenho uma coisa a dizer, amo-vos.