terça-feira, 25 de setembro de 2007

O tempo

Mais um tempo voou. Mais um tempo que como outro qualquer parece tão transparente à primeira vista. Mas não é. 

É denso, e dentro dele encontra-se tudo o que nos pertence e toda a nossa vida. 

A verdade é que o tempo voa e nós nem damos conta da velocidade a que ele passa. Atravessa a nossa mente, o nosso corpo, tão velozmente que as mudanças ocorrem e nem ouvimos a nossa própria voz... a nossa consciência...

A vida trespassa-nos sem nos apercebermos.

Mariana Costa

domingo, 23 de setembro de 2007

Hibernar

Hibernar tem sido o tema das minha conversas nos últimos dias. Fazer as malas e ir-me embora. Voltar no Natal e ir-me embora outra vez. E voltar em Junho, só no fim. E por fim... em Setembro go away again.

Ou então tenho outra hipótese. A vontade de adormecer e acordar ao fim do dia. Viver a vida à noite, aproveitar os momentos à noite. Livre, sem ninguém a dizer-me o que fazer. Viver ao fim de semana... e mergulhar nos sonhos ao Domingo à noite, com o desejo de acordar e poder apreciar tudo o que durante os dias de trabalho não podemos. 

Este era o nosso sonho. É o sonho que preenche as nossas conversas. As nossas conversas são assim... e apesar de simples, são as melhores. 

Mariana Costa

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

The last one


O último pôr do sol em férias, 16 de September 2007, Lisbon.

sábado, 15 de setembro de 2007

Details

Porque o que interessa são os pequenos gestos.

Como os gesto de dizer que se adora alguém. Como o gesto de se ver o pôr do sol, e querer que ele nunca se ponha. Como o gesto de se sujar as mãos e sentirmo-nos livres. De mergulhar no mar. De cheirar uma flor. De atravessar a rua e ter medo de nunca mais voltar. 
Os pequenos detalhes que formam a vida e nos fazem sentir impotentes, o por outro lado, maravilhosos. 
Isso é que conta. 

Mariana Costa

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Sem ilusões.

Vivendo neste mundo egoísta e egocêntrista, olho à minha volta e penso: Seremos todos assim? 

Cada um de nós tem um pouco de egoísmo no seu interior. No entanto, tendo em conta a sociedade manipuladora e obsessiva a que pertencemos ,num sentido figurativo, acho que tudo isto é um excesso. 
Temos de ser todos pessoas isequeráveis e sem escrupulos? Que passamos por cima de tudo e de todos sem olhar para trás? Faz-me aflição ver o mundo a transformar-se num monstro que nos consome cada vez mais. Somos levados a fazer o que não queremos, sem pensar, sem reflectir. Não há princípios. Não há valores. A sociedade é composta por seres humanos sem vida própria, que se deixam enganar. 
Quando há alguém diferente, com cabeça, com alma, com personalidade, esse alguém é olhado de lado, posto de parte. Se esse alguém existir não se vai deixar distorcer pelas tentativas frustradas do mundo, e vai-se manter firme, sem cair na tentação. Sim, porque as propostas são aliciantes. 
Porém, quando se é mesmo diferente, não se é levado por esses falsos alicerces que nos suportam. 
Consegue-se superar. E é preferível sermos levados pelo vento, pela nossa imaginação, pelos nossos sonhos e levantarmos os pés do chão, a sermos transportados para uma "Vida" sem pudor, que nos destrói e nos trai. 

Mariana Costa

domingo, 9 de setembro de 2007

Em Lisboa, por fim...

Finalmente em Lisboa. Mais um ano, mais loucuras e principalmente... mais saudades. 


Mariana Costa